Aves no Sapal de Corroios
Desde o tempo mais remoto, a zona ribeirinha de Corroios, incluindo esteiro, sapal e caniçal apresentam condições especiais para permanência de aves adaptadas ao meio aquático.Normalmente, esta zona ribeirinha, é frequentada por mais aves no Inverno do que no verão. Na estação fria podem permanecer nesta área 5 a 10 mil aves, em quanto na estação quente o seu número pouco ultrapassa o milhar.No Inverno muitas aves migratórias vêm do norte da Europa fugindo ao frio
Rigoroso, procurando o sapal de Corroios, pela sua temperatura amenas e abundância de alimentos.Então neste caso, espacialmente límicolas, ordem charadriifrones, que com os seus bicos compridos, e na maré vazia, procuram entre as lamas e os limos o seu alimento.Dentro destas aves, salientam-se as seguintes: alfaiate, maçarico-de-bico-direito, maçarico-real, perna-vermelha-comum, tarambola-cinzenta, pilrito-comum, borrelho-de-coleira-interrompida.A primeira destas límicolas referidas, o alfaiate, é o símbolo da reserva natural do Tejo e mantém durante o Inverno, nesta vasta região terminal do rio, onde se inclui do sapal de Corroios, cerca de 60% da população mundial desta espécie. Sendo aves relativamente sociáveis, chegam a frequentar a própria caldeira do moinho de maré. As outras límicolas referidas só se encontram normalmente no interior do sapal, no meio dos mouchões a caminho da ponta do mato.Da mesmas ordem das límicolas são igualmente as gaivotas, aves palmípedes, muitas das quais residentes todo o ano por estas paragens. De grande abundância e expansão, migram diariamente em busca de comida ate ao aterro sanitário da quinta de Valadares, por trás de vale de milhaços.Dentro do grupo das gaivotas, distinguem-se as três espécies seguintes:
- Gaivota-de-asa-escura
- Gaivota-argêntea
- Guincho
Qualquer dessas espécies podem ser encontrada com frequência na caldeira do moinho maré, embora em maior numero durante o Inverno.
Outra ave palmípede, mas da ordem dos anseriformes, o pato-real tem tentado mesmo a midificação por estas bandas, como por exemplo nos caniçais ribeirinhos da quinta do castelo, sendo infelizmente frequentemente perseguido.
Também uma outra ave palmípede o corvo-marinho-de-fasses-brancas aparece especialmente no Inverno neste habitat, ultimamente procurando alimento no viveiro de peixes de nome «esperança», existem junto á quinta da princesa, pertencente ao proprietário Luís Fernandes, o qual se vê obrigado a enxota-los para que se não aumentar os prejuízos.
Pato-Real
O pato é uma ave que pertence a família Anseridae na qual estão inseridas as sub-famílias Dendrocygninae, Anatinae, Merginae ou Oxyurinae originária da América do Sul. São aves geralmente menores que os anserídeos (gansos e cisnes) e podem ser encontrados tanto em água doce como salgada. Os patos alimentam-se de vegetação aquática, moluscos e pequenos invertebrados e algumas espécies são aves migradoras. Os machos se diferenciam das fêmeas principalmente pela diferença dos sons emitidos pelos animais (o macho emite um som que se assemelha a de um assopro, enquanto a fêmea emite um som semelhante a algo como [fi'fi]) e por possuírem carúnculas ("verrugas vermelhas") na cabeça e ao redor dos olhos. Os patos são utilizados pelo homem na alimentação, vestuário (as penas) e de entretenimento (caça). Algumas pessoas caçam essas espécies (selvagens), fazendo com que a cada dia, se tornem menos numerosas, correndo risco de extinção, excepto as espécies criadas para corte (abate).
O alfaiate
O alfaiate (Recurvirostra avosetta) é uma graciosa limícola da família Charadriidae. Os tons pretos e branco da sua plumagem, em conjunto com o bico fortemente recurvado para cima, tornam a sua identificação bastante fácil. Em Portugal existe uma pequena população nidificante de alfaiates no sotavento algarvio. Contudo, é no Inverno que os alfaiates se tornam mais comuns. Portugal acolhe vários milhares de alfaiates invernantes, o que confere a este país uma grande importância para a conservação desta espécie a nível europeu. Os dois locais mais importantes em termos de efectivo invernante são o estuário do Tejo e o estuário do Sado.
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